RUANDA-LUANDA: Tudo que João Lourenço deveria aprender com Paulo Kagame

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O Presidente Rwandês Paulo Kagame está em Angola desde a manhã de ontem (20) de Março para uma visita de dois e as expectativas em torno deste encontro entre dois estadistas é grande, por isso o Jornal da Banda fez uma abordagem em torno do Ruanda e tentar explicar como é que aquele país saiu de baixo para o topo e como Angola deveria tirar proveito disto.

Ruanda foi desde a muito tempo considerado como um dos países africanos mais atrasados do mundo, o seu líder, Paulo Kagame foi visto como um ditador, mas passado um tempo a situação reverteu-se, o país que era pior hoje é o exemplo e o ditador virou igualmente um presidente exemplar, como isto aconteceu?

Paulo Kagame construiu o Rwanda a sua imagem, utilizou o seu adjectivo “Ditador” de forma positiva e com isto educou o povo, reconstruiu o país.

Em Kigali, a ordeira capital de Ruanda, a sensação é a de que nada se move sem autorização de Paul Kagame.

Na corrida do aeroporto ao centro, não se vê uma folha nas palmeiras ou uma flor nos intrincados arranjos florais fora do lugar. Não há favelas nas colinas, lixo no pavimento ou camelôs nas ruas. O trânsito é ordeiro, os policiais são educados, e os motociclistas usam capacetes, apesar do calor.

Hoje, Kagame fechou igrejas, reforçou o ensino, valoriza o capital humano nacional porque este entende que os vários investimentos feitos na formação devem gerar receita, e a única forma disto acontecer é colocar todo o capital humano com a mão na massa.

Angola é um país rico, com tudo para se tornar uma referência a nível mundial, mas isto é apenas uma miragem, o que é necessário?

Uma parceria forte com o Ruanda seria uma opção, beber da experiência de Kagame para educar o povo e reconstruir Angola.

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