Trump e Putin em plena “guerra fria”

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Estados Unidos exortou à Rússia a “sair” da Venezuela, enquanto Moscovo exigiu que Washington suspenda seus “planos irresponsáveis” num novo choque verbal entre as duas potências sobre o país petroleiro, assolado pela crise.

Em Caracas, por exemplo, o número dois do chavismo, Diosdado Cabello aumentou a pressão anunciando neste domingo que a Assembleia Constituinte da Venezuela, a instituição que preside e que rege o país com poderes absolutos, se prepara para retirar a imunidade parlamentar de deputados opositores que apoiaram a revolta.

Ora, vários deputados da Assembleia Nacional, único órgão da Venezuela em poder da oposição, apoiaram Guaidó – presidente desta Casa -, que considerou o levante início da chamada “operação liberdade” com a qual tenta tirar Maduro do poder.

Entretanto, 24 horas dia depois de novas mobilizações da oposição na capital venezuelana, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, afirmou neste domingo que “os russos devem sair”.

“O objetivo é muito claro”, destacou. “Nós desejamos que os iranianos, os russos e os cubanos vão embora”.
“Todos os países que interferem no direito do povo venezuelano a restaurar sua democracia devem partir”, disse Pompeo.

No entanto, o presidente Donald Trump havia dito na sexta-feira que Vladimir Putin “não tentava se envolver na Venezuela além do que gostaria ver um desenvolvimento positivo”, após um longo telefonema com seu contraparte russo.

“Não vi o contexto completo desta frase”, esquivou-se Pompeo, enquanto reforçou: “o presidente deixou claro que desejamos que todo mundo vá embora, e isso inclui os russos”, disse.

Já em Moscou, o chanceler russo, Serguei Lavrov, disse:

“Fazemos um apelo aos americanos e a todos aqueles que os apoiam, a abandonar seus planos irresponsáveis e agir exclusivamente no âmbito do direito internacional”, declarou no início de uma reunião com seu contraparte venezuelano, Jorge Arreaza.

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