COVID-19: Somália é um dos países africanos que mais recupera doentes

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Definida como o maior desafio que o mundo enfrentou em décadas, a pandemia da Covid19 interrompeu a vida social, económica e política de nações inteiras. A Somália juntou-se à longa lista de países que lidam com o COVID-19, aos 16 de março de 2020, quando o ministro federal da Saúde, Fawziya Abikar, anunciou o primeiro caso confirmado. Uma série de medidas urgentes foram tomadas para proteger a população.

A Somália é, para muitos, considerada o país mais pobre de África, com um sistema de saúde precário e fome e guerra constante, porém, o mesmo não se regista na luta do combate à covid-19. Aquele país já confirmou a existência de cerca de dois mil casos e recuperou um número que chama atenção do mundo.

Apesar da precariedade que vive a Somália, o seu sistema de saúde superou as expectactivas bem como as medidas que foram tomadas para conter o vírus desde o surgimento do primeiro caso em Março.
O número de casos, que não é assustador comparativamente ao que se esperava, é resultado de uma série de medidas tomadas pelo governo somaliano.

No aeroporto Ugaas Khalif, em Belet Weyne, na Hirshabelle da Somália, o som das aeronaves decolando e aterrissando, junto com a agitação dos passageiros indo e vindo, há muito tempo. Como em todos os outros aeroportos do país, a maioria dos voos internacionais e domésticos foram suspensos – uma medida imposta pela Autoridade de Aviação Civil da Somália para conter a propagação do COVID-19.

Como parte de iniciativas estratégicas para impedir a disseminação do COVID-19, o Governo Federal da Somália criou um call center gratuito com o apoio das Nações Unidas e de outros países. No call center, os profissionais médicos fornecem consultas gratuitas por telefone aos membros do público. Mais de 3.000 ligações são feitas para o número gratuito de 449 por dia em toda a Somália.

ÁGUA EM TODA CIDADE

As autoridades federais e regionais da Somália, em conjunto com várias organizações, adoptaram uma ampla gama de medidas para combater a disseminação do COVID-19. Essas medidas incluem a instalação de pontos de água na cidade de Dhobley, no estado de Jubaland, na Somália, para que visitantes e moradores lavem as mãos com sabão.

Apesar das medidas tomadas para conter a doença e que de certa forma admira o mundo, a Somália continua tendo conflitos em vários pontos do país o que chega a preocupar o Comité da Cruz Vermelha que tem sido a principal instituição que trabalha directamente com o governo da Somália para juntos encontrarem medidas acertivas de combate aos males que tiram o sossego aos somalianos.

Segundo o Garowe Online, um dos principais meios de comunicação da Somália, o Comité internacional da Cruz Vermelha está preocupada e teme que o vírus se espalhe sem ser detectado nos campos lotados de deslocados.

Ana Maria Guzman, Coordenadora de Saúde do CICV na Somália, disse que manter distância, seguir as regras de higiene e manter-se saudável é um enorme desafio nos campos de deslocados.

“Estamos preocupados com o facto de muitos casos da COVID não serem detectados, especialmente nos campos deslocados internamente” disse Maria em comunicado divulgado em Mogadishu.

Até agora, segundo os dados divulgados em site que controlam o desenvolvimento da doença no mundo, o país africano de Chifre confirmou 2.658 casos, 688 recuperações e 88 mortes até Quarta feira última.

Os casos surgem, segundo medias locais, em um momento em que a Somália está lutando para conter inundações que afetaram quase um milhão de pessoas e os gafanhotos do deserto que estão a dar cabo das plantações e pastagens do povo daquele país.

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