“Nós dessa geração definiremos como será a música daqui a mais alguns anos”, Gabriel Nhoze- músico e compositor

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O Mercado musical vem recebendo críticas por parte dos consumidores tudo pelo imediatismo, o modo como os artistas compõem as músicas e se lançam no Mercado. A par disto está, também, uma parte do público que dança e ouve música sem preocupação alguma acerca do conteúdo.

Na entrevista que se segue, o músico e compositor Gabriel Nhoze fala do conceito que as pessoas têm sobre a música comercial e deixa a sua opinião a respeito, numa altura em que a sua música Confissão (baixar através do link-encurtador.com.br/nwLPX) ) já é uma prioridade para muitos amantes da música.

 

1- Quem é o Gabriel?

G.Nh: O Gabriel é um jovem batalhador nascido aos 06 /Setembro/1996, no Huambo, filho de Pedro Gabriel Ndala e de Justina António Candumbú, que ama fazer música e muito temente ao criador.

 

2- Quando é que despertou a paixão pela música?

R.Nh:A paixão pela música despertou desde muito cedo, porque a minha mãe foi regente de um grupo coral, e vivia ouvindo músicas. Então, não tinha como fugir.

3- Teve algumas influências de outros artistas que o motivaram a cantar?

G.Nh: Tive sim! Tanto Nacional, como estrangeiro.

4- Quais sãos estilos musicais que o identificam?

G.Nh:Os estilos musicais que me identificam são: R&B e Guetto zouk.

5- Como encara o Mercado da música, hoje? Alguma coisa há mais ou amenos da geração anterior?

G.Nh: No meu ver, não resta tanto da geração anterior. Pois hoje a maioria das músicas, quase que não têm poesia; e os artistas desafiam-se pouco.

6- Já agora, como encara a relação entre a nova e  antiga geração de artistas?

G.Nh: Sou suspeito para falar disso, pelo simples facto de ser novo.

7- Consta que um dos seus propósitos é reformar o conceito sobre a música comercial. Primeiro, o que é afinal a música comercial e não comercial?

G.Nh: “Reformar” é um termo muito profundo, sendo que o conceito “Comercial” é muito abrangente. O meu objectivo, é ajudar as pessoas a perceberem que a música não precisa ser tão símples na sua constituição lírica para se tornar comercial. Quanto ao conceito: é comercial toda música feito com intuito de ser comercializada e não comercial, toda música feita com intuito de não ser comercializada.

8-  Enquanto artista, qual é a sua missão, visão e valores? Justifique.

G.Nh: A minha missão é ajudar as pessoas a perceberem que à música não precisa ser tão símples na sua constituição lírica para se tornar comercial. A minha visão é tornar-me num dos melhores compositor de Angola. Propus-me a cumprir essa missão porque entendo que nós(dessa geração) definiremos como será a música daqui a mais alguns anos; então quero ajudar a evitar que daqui a mais alguns anos, a música perca a qualidade que resta. Quanto à visão, deve-se ao facto de que só assim me sentirei realizado no âmbito pessoal; e Assim poderei passar o testemunho de que quando nos propomos a realizar ou alcançar alguma coisa, com dedicação, conseguimos.

9-Foram lançados dois temas seus. Quer falar-nos de cada um deles de forma resumida?

G.Nh: A música “Confissão” lançada em 2017, reflete o estado emocional em que eu me encontrava na época. E já a música “Choro”, foi escrita para responder a ansiedade do público de querer ouvir e ver-me a atuar com outra música além da “Confissão”.

10- O que pretende atingir com estes dois temas seus?

G.Nh:Com esses dois temas, pretendo atingir o coração das pessoas e posteriormente o respeito e reconhecimento delas.

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