Seca no Cunene: pessoas e bóis partilham água suja como solução para sobreviver

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A situação no sul de Angola não é caótica, a seca provocou até agora a morte de centenas de animais e o resultado hoje é partilhar a única água para que se diminuam as mortes.

A Província do Cunene vive dias de terror provocados pela seca que assola as regiões do Curoca e Namacunde, o Governo Provincial ja vem pedindo ajuda as instâncias máximas pelo que estas ja puderam disponibilizar dezenas de cesternas de água para abastecer aquelas regiões mas, ainda assim tem sido insufciente, diz a população.

Sabe-se que o povo do cunene e, sobretudo os residentes em zonas rurais vivem dependendo da agricultura e apicultura, por isso lamentam desde ja as mortes dos seus animais devido à falta de água e assistência veterinária.

Entretanto, para tentar acudir a situação, a população prefere mesmo partilhar com os animais a mesma fonte de água que algures for encontrada.

Assim como nos anteriores anos, a província do Cunene tem vindo a sofre com as consequências da seca por escassez da Chuva. No entanto, vários programas e projectos de organizações governamentais e não governamentais têm sido aprovados e aplicados mas ainda assim têm sido insufcientes para corresponder a demanda.

Só em 2019, naquela província, ja morreram mais de mil cabeças de gado, várias crianças desnutridas e famílias sem alimentação condigna, segundo dados que têm vindo a ser divulgados pelas direcções provínciais das respectivas áreas do Governo Local.

As campanhas de recolhas de donativos levadas a cabo pela Televisão puública de Angola-TPA para acudir o povo moçambicano destruído com a passagem do ciclone IDAI levantou revolta nas redes socuais, porque a sociedade civil entende que a solidariedade deveria começar dentro do país para mais tarde ser expandido ao exterior.

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