Professores reprovam o retorno às aulas

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Redação: O PRIMEIRO

Jornalista: Olímpia Salucundji

Numa altura em que se fala do Estado de Calamidade e possível retorno  às aulas, os  professores reprovam a decisão tomada pelo governo, considerando ainda um momento de risco diante da pandemia de Covid19.

Esmeralda Campos, professora do Colégio São Pedro, em Viana, diz que o governo deveria adoptar em prorrogar o Estado de Emergência, por mais 15 dias,  tendo em conta o aumento de casos positivos que o país regista até agora.

Segundo o professor Jacob Catende, que também é contra essa decisão por parte do governo, o país ainda não está preparado para um possível reinício das aulas.

Já o professor Miguel Vunge Andrade, da Escola n° 393-Cole, município de Ambaca, província de Kwanza Norte, defende que a decisão do governo apresenta vantagem e desvantagem, justificando que a única  coisa que o governo quer é tomar o bem que constitui a maior propriedade do povo.

“É importante manifestarmo-nos que também queremos voltar a normalidade porque algumas pessoas dependem até mesmo só da “Zunga” para sobreviver e é isso que preocupa o estado”, disse o professor.

Por outro lado, a professora Esmeralda salientou ainda que, caso as aulas reiniciem mesmo por obrigação do Estado, os professores devem fazer-se presente nas escolas, porque têm um contrato assinado e um compromisso com a sua instituição de ensino.

Apesar de ser a favor do reinício das aulas, o professor Andrade reforça ainda que o  governo não terá capacidade de distribuir materiais de prevenção em todo país, pelos motivos já conhecidos pelo povo.

Em unanimidade, falando das possíveis medidas que o governo deve adoptar caso obriguem a reabertura das aulas, os professores sugeriram ao governo medidas de prevenção como:   redução  dos números de alunos nas sala de aula, diminuição  de  carga horária,  uso obrigatório de máscara na sala de aula.

“Em Angola, infelizmente,  ainda há escolas que nem quintais têm, algumas não há segurança, sem portas e, até mesmo, em outras as  crianças sentam-se  no chão para assistirem as aulas, podemos crer que com isso, o país  nunca vai controlar o coronavírus porque cada dia que passa os casos aumentam, e a suspeita dos casos comunitários é a maior dor de cabeça”, salientou o professor Andrade.

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