“O Salário do Pecado”- A crônica de Epifânia Romão

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Por: Epifânia Romão

Sem nos darmos conta, desde o acordar ao deitar, todos os dias, milhares de pessoas morrem. Umas por morte matada e outras por morte morridas.

Os tiroteios, os assaltos, os assassinatos, as febres, as doenças psicotrópicas, as dores silenciosas e misteriosas, que só são descobertas no último estágio de gravidade.

Em todas estas situações, sonhos são interrompidos, desejos são proibidos, e sem dó. Mentes formatadas que desde o primeiro abrir de olhos, ensinam-te a dar mais anos à vida do que a dar mais vida aos anos.

Tudo por conta da música mais cantada de todos os tempos:

“Parabéns à você Nesta data querida Muitas felicidades Muitos anos de vida”.

Viver é Cristo, e morrer é ganho. A verdade é só uma, vive-se para morrer e morre-se para viver! A vida tem de ser bem vivida cá na terra e não ser bem aproveitada.

Animais irracionais que dizem não pensar, não se preocupam com coisa alguma. Pássaros cantam afinadamente, confiantes de que há um Ser que os protege e guarda. Homens que raciocinam, perdem a maior parte do seu tempo apreensivos com coisas insignificantes e céticos com tudo a sua volta. Culpamos, brincamos e vivemos a vida de maneira absurda, choramos, protestamos e questionamos a morte, de maneira incompreensiva.

Da morte e de morrer, ninguém está isento. Por mais que nos cuidemos ela chega e não avisa, não diga à vida que morra…

diga à morte que viva!

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