Dia da África refletido no silenciar das armas e na luta contra a COVID-19

Compartilhe

Redação: O PRIMEIRO

Jornalista: Encarnação Muandumba

Denominado continente berço, África, comemora hoje, 57 anos, que desta vez, destaca-se na luta contra o Covid-19 numa região a braços com vários conflitos e onde a integração económica continua longe do desejado.

A reunião face a luta pela independência total do continente, em 1963, foi ministrada por líderes de Estados africanos independentes e representantes de movimento de libertação, em Adis Abeba, na Etiópia, da qual foi restituída a magna carta que assinalaria a primeira instituição continental pós-independência de África, a Organização de Unidade africana (OUA), antecessora da actual União Africana.

Com objectivos reafirmados “uma África integrada, próspera e pacífica, impulsionada pelos seus cidadãos e representando uma força dinâmica na visão mundial”, OUA foi substituída pela União Africana em 2002.

Cinquenta e sete anos depois, e devido à pandemia de covid-19, o Dia de África vai ser assinalado com série de iniciativas “online”, promovidas pela União Africana, pelos países individualmente e por organizações parceiras.

O programa para o silenciamento das armas em África até 2020 foi lançado dez anos e adoptado em 2013 pelos líderes da União Africana como um dos projetos emblemáticos da organização, que considera os conflitos como um dos maiores impedimentos à implementação da sua agenda de desenvolvimento para o continente (Agenda 2063).

A proposta era acabar com todas as guerras, conflitos armados, violência sobre mulheres e violações de direitos humanos, bem como prevenir a ocorrência de novos genocídios no continente.

Vamos redobrar os esforços para calar as armas no continente para conseguirmos resolver de forma eficiente os impactos da covid-19″, desafia a União Africana.

A pandemia causada pelo novo coronavírus será, de resto, o tema marcante das comemorações do Dia de África, com a organização pan-africana a lançar o desafio para a recolha, durante o dia de hoje, de um milhão de dólares para o fundo de resposta à covid-19.

De acordo com o relatório, embora 20 países tenham uma pontuação acima da média, nenhum país africano pode ser considerado bem integrado na sua região.

De lembrar que entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné-Bissau lidera em número de infecções (1.114 casos e seis mortos), seguindo-se a Guiné Equatorial (719 casos e sete mortos).

Comentários no Facebook
Compartilhe