COVID-19: Transmissão comunitária em Luanda pode colocar Angola num “Estado” de calamidade

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Redação: O PRIMEIRO

Jornalista: Encarnação Muandumba

A velocidade de contágio da pandemia é notável, o medo eminente da transmissão comunitária é alastrado, apesar das falhadas previsões, travadas pelas medidas de prevenção, que indicavam podermos estar, por esta altura, em capítulos avassaladores.

Segundo a última actualização dos casos positivos, a transmissão comunitária vai a um passo curto. A corrida deu-se a partir de dois famosos casos importados “caso 26” e “caso 31” por terem assinado a transmissão local.

A aceitação de uma nova batalha para algumas pessoas em zonas de residência em que os “famosos casos” tiveram contacto, parte do isolamento social, que é comprovadamente, uma das principais armas de combate à pandemia do Covid-19, apesar dos prejuízos que podem provocar na economia e no tecido social.

Por uma chamada telefónica, o diário “O Primeiro” manteve contacto com um cidadão residente no bairro Cassenda, Filipe Manuel, que apesar do surto ameaçador recusa manter a cerca sanitária por mais dias. “Com mais dois casos positivos, o medo tomou conta de mim principalmente por saber que pode ser por transmissão comunitária, mas, isso não impede a procura de maneiras de alimentar a minha família” , disse.

A janela fecha para quem ontem viu as oportunidades de mãos beijadas, pois a situação social tem-se vindo a agravar pelo aumento do desemprego, a perda do poder de compra cresce a cada dia, porque além daquelas franjas da população reconhecidamente vulneráveis, somam-se, agora, crianças e adultos que tinham alguma estabilidade pois estão a perder rendimento e a entrar para o mundo da esmola.

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