Conheça toda história dos negros loiros “Os melanésias”

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A pele escura de seus habitantes autóctones deu o nome à Melanésia, que em grego significa “ilhas negras” (de melas, “negro”, e nesoi, “ilhas”).

A região etnogeográfica da Melanésia, situada no sudoeste do oceano Pacífico, limita-se ao sul com a Austrália, a oeste com a Indonésia e ao norte com a Micronésia. Com superfície de 550.000km2, faz parte da Oceania e se compõe das ilhas de Nova Guiné, do Almirantado, de Bismarck, Salomão, Luisíadas, Loyalty, Santa Cruz, Nova Caledônia, Vanuatu e Fidji. Quase todas são montanhosas e têm intensa atividade sísmica e vulcânica. O ponto culminante é o monte Wilhelm, na Nova Guiné, com 4.509m.

Situada entre a linha do equador e o trópico de Capricórnio, a Melanésia tem clima equatorial, muito quente e úmido no norte e mais moderado no sudeste. As chuvas se concentram entre dezembro e abril, e os furacões são sempre de conseqüências desastrosas. No norte, as ilhas são cobertas de selvas; no centro e no sul, por savanas tropicais.

A flora e a fauna melanésias são características da área de transição entre os domínios asiático e australiano. Embora sejam pouco variadas, as associações vegetais caracterizam-se por serem particulares das ilhas. Na Nova Caledônia, a grande maioria das plantas nativas não existe no resto do mundo. Da mesma forma, nas florestas da Nova Guiné, vivem o javali de Java, marsupiais e o cão dingo, que caracterizam a fauna australiana. Há muitas variedades de pássaros e insetos. Os mamíferos têm poucos representantes.

Os melanésios formam uma raça com muitas variantes, em que se distinguem três grupos principais: os melanésios propriamente ditos e, exclusivamente na Nova Guiné, os papuas e os pigmeus. Todos têm pele muito escura, estatura mediana, físico robusto e crânio ovalado. Habitam também as ilhas europeus, polinésios, chineses, vietnamitas, árabes e judeus. Há mais de 700 línguas nativas e os idiomas oficiais variam: inglês, motu (de origem local) e pidgin (dialeto originário do inglês), em Papua-Nova Guiné; francês, na Nova Caledônia; inglês, nas ilhas Salomão e na ilha Norfolk.

A atividade econômica básica é a agricultura de subsistência, praticada em terras de propriedade coletiva. São importantes a exploração de coco para produção de copra, a produção de borracha natural, e as culturas de cacau, café e cana-de-açúcar. Os principais recursos minerais são níquel, cromita e cobalto, na Nova Caledônia; ouro e prata em Fidji, Nova Guiné e ilhas Salomão. O turismo e a indústria começaram a tomar impulso nas últimas décadas do século XX. As ilhas dispõem de bons portos e alguns aeroportos internacionais. Os principais produtos de exportação são níquel, produtos agrícolas, pescado e madeira.

Os papuas habitam a Nova Guiné há cerca de trinta mil anos. Os povos de fala austronésia chegaram à região por volta do ano 3000 a.C. Ambos os grupos conservaram parcialmente suas formas tradicionais de vida, baseadas em estruturas tribais. O primeiro europeu a chegar à região foi o espanhol Álvaro de Mendaña de Neira, que avistou as ilhas Salomão em 1567. Pedro Fernández de Quirós explorou as Novas Hébridas (atual Vanuatu) em 1606, e um ano depois Luis Vaez de Torres alcançou a costa da Nova Guiné.

Posteriormente navegadores holandeses percorreram a região, e no século XVIII os ingleses continuaram a exploração das ilhas. Ao longo do século XIX, holandeses, franceses, ingleses e alemães estenderam seus domínios coloniais à Melanésia.

O processo de descolonização ganhou impulso no decorrer do século XX. Fidji, Papua-Nova Guiné, as ilhas Salomão e Vanuatu obtiveram independência. A Nova Caledônia é um território ultramarino francês e as ilhas do estreito de Torres pertencem à Austrália. A metade ocidental da Nova Guiné é ocupada pela província indonésia de Irian Jaya.

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