Comércio em Luanda regista baixa pela primeira vez durante as quadras festivas de 2019

Compartilhe

Reportagem: João Filipe-Matias Daniel

Redação e edição: Ngola Ntuady

Pauta: Olímpia Salucunji

Ambiente meio frenético caracteriza a Cidade de Luanda, em plena época de Natal, comparativamente aos pretéritos anos. A constatação foi feita durante as quadras festivas, nalgumas artérias da Capital.

Por exemplo, de acordo com Rebeca Castro, que alega ser moradora do bairro da paz, nas bandas dos Ramiros, e comerciante ambulante, justificou estar a enfrentar uma vida difícil, pois segundo ela, há pouca movimentação nos mercados; até os alegados homens do alheio- entende-se por gatunos- quase que ninguém consegue comprar os preparativos do Natal.

“As pessoas estão mais preocupadas com o Janeiro do que Dezembro. O IVA e a Crise vieram para nos matar”, disse.

Igualmente, o outro estrato social que mereceu a nossa devida atenção foram os moto-táxis, vulgo motoqueiros, que justificaram não estar fácil a vida em plena época de Natal. O exemplo vivo vem dos motoqueiros Enoque Kimbanga e Lucio Xihovo, que proferiram o seguinte:

“Nada está fácil. Até para conseguir 2 mil kuanzas, em menos de 2 horas, está duro. Diferentemente dos anos anteriores, onde não havia o IVA”, lamentaram.

Já, Joaquim de Nascimento, acusou o Imposto do Valor Acrescentado(IVA), como sendo o único responsável no “assassinato” do Natal, pelo que então, na sua visão, é urgente a intervenção de quem nos governa.

“Socorro, socorro, governo, por favor, e vem nos socorrer(…)”, clamou.

Ambiente semelhante registou-se nas bandas do Murro Bento, onde, por exemplo, Madalena João, vendeira do pequeno mercado informal disse:

” Este ano está mal, meu filho. Estamos a vender pouco, até nem parece ser Natal; os produtos estão a apodrecer”, lamentou.

Para Miguel Paulo, morador das mesmas bandas, disse que do Natal só restou o nome.

“Do Natal só restou o nome. Antigamente, com 10 mil Kwanzas, se podia preparar algumas coisas para os filhos, mas agora, está mal”, disse.

Na ocasião soubemos que, os preços variavam de acordo com tipo do producto. No entanto (…)

os produtos mais procurados, até então, são o óleo de cozinha e a farinha, embora, na visão dos consumidores, tais preços subiram do dia à noite.

Vale recordar que, até ao momento da nossa reportagem, a famosa zona onde se comercializa o “Frango do Kikagil” continuava com o mesmo movimento, meio frenético.

Comentários no Facebook
Compartilhe